Presidente do Itaú diz que rombo do Master no FGC será repassado ao cidadão

Redação 011
2 Min
Presidente do Itaú diz que rombo do Master no FGC será repassado ao cidadão
foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, alertou nesta quinta-feira (5) que os prejuízos decorrentes da fraude envolvendo o Banco Master deverão ser repassados à sociedade. Segundo ele, o rombo de R$ 55 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) representa quase metade do patrimônio da instituição, estimado em R$ 120 bilhões. A necessidade de recapitalização do fundo, que garante depósitos de clientes em caso de falência de bancos, implicará custos que atingirão diretamente os cidadãos, independentemente de terem investido nos produtos ligados ao Master.

Maluhy Filho criticou duramente bancos e corretoras que comercializaram Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master e Certificados de Operações Estruturadas (COEs) da Ambipar. Ele afirmou que “algumas plataformas ganharam bilhões colocando esses produtos nas prateleiras” e destacou que o Itaú nunca distribuiu tais ativos. As declarações, ainda que sem citar nomes, recaem sobre Nubank, XP Investimentos e BTG Pactual, que ofertaram os CDBs do Master. Além disso, XP e BTG também estiveram envolvidos na distribuição dos COEs da Ambipar, ampliando o alcance da crise no setor financeiro.

Segundo o executivo, a liquidação do Banco Master em novembro de 2025 e da subsidiária Will Bank em janeiro de 2026 foi um “evento de magnitude relevante”. Ele explicou que, para recompor o FGC, os bancos terão de aportar novos recursos, e esses custos tendem a ser repassados ao mercado. Na prática, tarifas, juros e serviços podem ficar mais caros, atingindo todos os clientes bancários, inclusive aqueles que apenas possuem conta corrente ou cartão de crédito. Dessa forma, o impacto da fraude não se limita aos investidores, mas alcança toda a sociedade brasileira.

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