O Banco Central anunciou que o Pix, sistema de transferências instantâneas mais utilizado no Brasil, passará por atualizações que incluem a possibilidade de uso internacional e a função de parcelamento. As mudanças aproximam o serviço das facilidades oferecidas por cartões de crédito e débito automático, ampliando sua competitividade. As novidades surgem em meio a acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que apontou supostos prejuízos às bandeiras americanas de cartões, como Visa e Mastercard, diante da expansão do modelo brasileiro.
O debate ganhou repercussão internacional após relatório da Casa Branca sugerir impacto negativo às empresas americanas, justamente quando o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, demonstrou interesse em adotar o Pix. Apesar das críticas, especialistas afirmam que não há evidências de ameaça concreta ao mercado. O economista André Galhardo classificou a preocupação como “falácia” e destacou que o uso de cartões de crédito segue em crescimento no Brasil, impulsionado pela renda apertada das famílias. Para ele, o discurso de Trump funciona como cortina de fumaça para os efeitos da guerra contra o Irã na economia americana.
Bruno Corano, da Corano Capital, reforçou que não existe mecanismo legal para que os Estados Unidos interfiram nos meios de pagamento brasileiros. Ele lembrou que o sistema financeiro americano ainda depende de cheques e transferências lentas e caras, em contraste com a experiência tecnológica oferecida pelo Pix. Enquanto isso, o Governo Federal segue defendendo a ferramenta como revolucionária e de alcance nacional, mesmo diante das críticas externas.
Com informação da Veja.









