O endividamento dos brasileiros acende o sinal de alerta. Segundo dados do Banco Central, 29% do ganho familiar estão comprometidos com dívidas. Desse total, 10,3% são usados somente para o pagamento de juros. Segundo a autoridade monetária, esse é o momento mais crítico dos últimos 20 anos.
Como resultado disso, vem a falta de pagamento dos boletos. Não à toa, a inadimplência dos consumidores atingiu 6,9% entre o fim de 2025 e janeiro de 2026, bem acima dos 5,6% registrados há um ano. A taxa de juros tão elevada é outro fator que dificulta as famílias a saírem dessa situação. Atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano.
Nessa esteira, o calote de pessoas físicas nos empréstimos é liderado pelo pior dos juros: o chamado rotativo do cartão de crédito, com inadimplência de 63,5% em janeiro, seguido de cheque especial (16,5%) e cartão parcelado (13%).
Vale destacar que o total emprestado no rotativo, que tem taxa de 14,81% ao mês, saltou 31,2% entre janeiro de 2025 e o mesmo período deste ano, em um efeito ‘bola de neve’.









