A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal solicitação para abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência em contratos da empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda. O pedido amplia o alcance das apurações já em andamento e coloca novamente em evidência a relação do filho de Lula com empresas que mantêm negócios com o Governo Federal. A defesa de Lulinha nega irregularidades e afirma que os investigadores buscam interferir no processo eleitoral.
O novo inquérito se soma a outros dois já em curso no STF. No primeiro, a PF apura suposto favorecimento de Lulinha em negociações no Ministério da Saúde envolvendo insumos à base de cannabis, com a participação de lobistas próximos ao filho do petista. No segundo, os investigadores analisam a ligação de Lulinha com Cléber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure IT, que teria buscado contratos em órgãos públicos e financiado viagem para o filho do líder da esquerda. Em ambos os casos, os nomes de Roberta Luchsinger e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, aparecem como operadores do esquema.
Dados do Portal da Transparência mostram que a 3Structure IT possui contratos de R$ 81 milhões com o Governo Federal, dos quais mais de R$ 46 milhões já foram pagos. O novo pedido da PF, sob relatoria do ministro Flávio Dino, reforça a suspeita de que a empresa teria sido beneficiada por influência política. Lula declarou recentemente que o filho responderá às investigações sem privilégios, mas alegou que Lulinha é usado para tentar desgastar sua imagem desde 2006. Outros dois inquéritos relacionados ao caso estão sob responsabilidade do ministro André Mendonça.

