A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Macapá na manhã desta sexta-feira (6), em investigação sobre suspeitas de fraude envolvendo recursos da previdência estadual aplicados no Banco Master. A ação, batizada de Operação Zona Cinzenta, foi autorizada pela 4ª Vara da Justiça Federal e teve como alvo principal Jocildo Silva Lemos, presidente da Amprev. Enquanto isso, o Congresso segue aguardando decisão de Davi Alcolumbre (União-AP) sobre a instalação da CPMI que apuraria responsabilidades no caso.
O inquérito apura a aplicação de cerca de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Amapá em títulos emitidos pelo Banco Master, operação considerada de alto risco. O banco foi liquidado em novembro pelo Banco Central após constatar crise de liquidez e incapacidade de honrar compromissos com clientes e investidores. Além de Lemos, também foram alvos Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves, integrantes do comitê de investimentos da Amprev, onde os mandados foram cumpridos.
Paralelamente às investigações, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Oposição, cobrou publicamente que Alcolumbre instale a CPMI do Banco Master. Jordy protocolou o pedido na terça-feira (3), destacando que já conta com quase 280 assinaturas, número superior ao mínimo exigido. O parlamentar afirmou que outros requerimentos apresentados por partidos de esquerda não possuem condições de avançar, reforçando que a comissão proposta pela oposição tem respaldo suficiente para ser instalada. A PF informou que novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento das apurações.










