A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), convocada para reforçar a campanha digital de Lula no segundo turno, tornou-se alvo de críticas nas redes sociais após a divulgação de publicações antigas com comentários sobre religiosos, adversários políticos e decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eleita com 524.219 votos em Minas Gerais, a influenciadora de 21 anos participou de reuniões com a equipe petista em Brasília. Mensagens atribuídas à parlamentar passaram a circular após sua entrada na campanha, provocando questionamentos sobre suas posições em relação à liberdade de expressão e à tolerância religiosa.
Entre as publicações divulgadas, Ana Elisa teria defendido a retirada da isenção tributária das igrejas evangélicas e manifestado o desejo de que Moraes bloqueasse Instagram, Facebook e WhatsApp. Em outra mensagem escreveu: “Essa ditadura tá ruim mesmo, podia começar calando vocês”, em referência às críticas dirigidas ao magistrado. Também circularam comentários depreciativos sobre eleitores de direita e integrantes de comunidades religiosas.
A controvérsia ocorre enquanto Lula tenta reorganizar sua comunicação para o segundo turno e ampliar o diálogo com segmentos religiosos, especialmente os evangélicos. Ana Elisa foi recrutada pela campanha devido à sua presença nas redes sociais e à votação expressiva conquistada em Minas Gerais. Após a repercussão, a deputada eleita desativou seu perfil no X e afirmou ter recebido ameaças de morte, violência sexual e ataques racistas, denunciados à Polícia Civil. Segundo ela, o PT providenciou proteção para sua segurança.

