A blindagem do ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal começou a sofrer fissuras profundas nesta quinta-feira (12). Após a revelação de que a Polícia Federal encontrou repasses de empresas ligadas à família do ministro e conversas suspeitas com o dono do Banco Master, o senador Sérgio Moro (União-PR) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) subiram o tom, exigindo o afastamento imediato do magistrado da relatoria do caso.
Para Moro, ex-juiz da Lava Jato, a situação é uma afronta direta ao Estado de Direito. “Se a lei ainda vale algo nesse país, o STF precisa afastar o ministro Dias Toffoli”, disparou o senador, ecoando o sentimento de que a permanência de Toffoli à frente das investigações é o mesmo que deixar o lobo cuidando do canil.
Pressão sobre Alcolumbre e alerta de “caos”
Enquanto Moro foca no aspecto jurídico, Nikolas Ferreira mirou o alvo político: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O deputado cobrou a abertura imediata de um processo de impeachment, sugerindo que o escândalo ultrapassou o limite das “conversas” e entrou no terreno dos “pagamentos”. “Que venha o caos!”, provocou Nikolas, sinalizando que a base conservadora não vai aceitar o silêncio do Senado como resposta.
CPI do Crime Organizado na ofensiva
A pressão não deve parar nas redes sociais. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) já anunciou que a CPI do Crime Organizado vai votar, logo após o feriado, a quebra de sigilos e convocações dos envolvidos. Segundo Vieira, o ‘Tofollão’ é um escândalo grande demais para ser escondido pelas “artimanhas do sistema”.
A estratégia da oposição agora é clara: transformar o Caso Master no “Mensalão do Judiciário”, emparedando o STF e forçando o Senado a cumprir seu papel constitucional de fiscalizar a Corte Suprema. Com Toffoli se recusando a sair por conta própria, o clima em Brasília é de pré-explosão.









