A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Rosa Weber, lançou nesta quarta-feira (19), a primeira tradução oficial da Constituição Federal em língua indígena. A cerimônia, que integra uma série de atividades, foi realizada na maloca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), no Município de São Gabriel da Cachoeira (AM).
Participaram da solenidade a ministra do STF Cármen Lúcia; a presidente do TJ-AM, Nélia Caminha; a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara; e a presidente da Funai, Joenia Wapichana.
A tradução da Constituição na língua Nheengatu, foi produzida por 15 indígenas bilíngues da região do Alto Rio Negro e Médio Tapajós.
De acordo com a ministra Rosa Weber, a partir da Constituição Cidadã, os indígenas passaram a ter seus direitos reconhecidos e não serão mais “meros indivíduos tutelados”. Ela reiterou que a tradução “é um gesto de valorização e respeito à cultura e à língua indígena”.
Merece destaque que a Constituição Federal de 1988, um marco na história do Brasil, tem como princípios fundamentais para a democracia: a separação dos poderes, o respeito aos direitos individuais e a liberdade de expressão.
Com Portal STF e Agência CNJ de Notícias