Em manifestação enviada ao Tribunal Superior Eleitoral, a empresa Meta — responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp — negou ter favorecido o alcance de publicações em prol de algum dos candidatos na corrida presidencial. No documento, a empresa afirma que “os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória” e que um documento técnico anexado ao processo “descreve o mecanismo que assegura essa isonomia”.
A Meta respondeu a uma determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze, que, na semana passada, determinou que a empresa apresentasse informações sobre as medidas adotadas para garantir o tratamento isonômico às duas candidaturas que disputam o segundo turno da eleição presidencial.
Bellizze atendeu ao pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais, de Lula, que reclamou de favorecimento a publicações favoráveis ao adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ministro estipulou multa de R$ 500 mil por dia caso a Meta não respondesse aos questionamentos. No entanto, a empresa assegurou ter adotado todas as medidas exigidas pela Justiça Eleitoral e previstas em plano de trabalho apresentado previamente ao TSE.
Entre as medidas de isonomia adotadas, por exemplo, apontou a Meta, está a revisão humana, em até duas horas, de todas as restrições ou suspensões que possam ter sido aplicadas automaticamente sobre anúncios de contas das campanhas oficiais, que não podem ser restritas. Nesse caso, a multinacional de tecnologia afirmou que age de “boa-fé” e busca colaborar e cumprir todas as determinações da justiça.
Fonte: Agência Brasil.

