Manifestações em São Paulo: Direita em favor de Israel, e esquerda em apoio ao Hamas

Redação 011
4 Min
Manifestações em São Paulo: Direita em favor de Israel, e esquerda em apoio ao Hamas
foto: reprodução/ X/ @BolsonaroSP

Centenas de pessoas se reuniram nas ruas de São Paulo para condenar os ataques de terrorismo perpetrados pelo grupo Hamas contra Israel. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL), destacou a importância do ato de apoio a Israel, reiterando a necessidade de repudiar os ataques terroristas. O Consulado de Israel em São Paulo, compartilhou a cena em suas redes sociais e enfatizou a união em torno do hino nacional de Israel, Hatikva, e da frase “Am Yisrael Chai,” que significa “O povo de Israel vive.”

 

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Os eventos em São Paulo aconteceram em um momento crítico no Oriente Médio, quando o Brasil convocou uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, em resposta aos ataques terroristas sem precedentes perpetrados pelo Hamas contra Israel. O grupo terrorista lançou milhares de foguetes e seus combatentes invadiram comunidades próximas à Faixa de Gaza, resultando em vítimas civis e reféns.

A retaliação israelense foi vigorosa, com ataques aéreos e o bloqueio de suprimentos essenciais, como alimentos e medicamentos a Gaza. No entanto, a reunião convocada pelo Brasil não resultou em um comunicado conjunto dos membros do Conselho de Segurança, destacando a falta de influência do governo Lula (PT) no cenário internacional, segundo Karina Calandrin, assessora do Instituto Brasil-Israel e pesquisadora do Instituto de Relações Internacionais da USP.

APOIO DA ESQUERDA AOS ATOS TERRORISTAS

Em meio ao conflito, movimentos de esquerda também demonstraram apoio à luta do Hamas em São Paulo, em frente ao restaurante Al Janiah, e em Brasília, em frente ao Museu Nacional. Enquanto isso, a televisão internacional Telesur, controlada pelo regime da Venezuela, relatou a solidariedade de grupos sociais brasileiros com a Palestina, e anunciou mobilizações em Belo Horizonte e São Paulo.

O Partido da Causa Operária (PCO) também demonstrou seu apoio ao Hamas, expressando solidariedade ao grupo durante manifestações em São Paulo, em frente ao restaurante Al Janiah, lugar que frequentemente serve como ponto de encontro à comunidade Palestina em São Paulo, e onde membros do PSOL municipal realizam reuniões com os movimentos islâmicos da cidade.

 

O embaixador israelense no Brasil, Daniel Zonshine, manifestou a esperança de uma posição mais incisiva do governo brasileiro em relação ao conflito na Faixa de Gaza e à condenação do Hamas como grupo terrorista. Ele evidenciou a preocupação com a entrada do Irã no BRICS, ‘um país que defende a aniquilação de Israel’ e que, segundo ele, pode ter apoiado e financiado os ataques do fim de semana. Zonshine também disse que a guerra é contra o Hamas, não contra os palestinos.

Em contrapartida, Guilherme Boulos, deputado do PSOL e pré-candidato à prefeitura de São Paulo, reforçou sua defesa dos direitos do povo palestino, demonstrando a existência de diferentes perspectivas políticas no Brasil sobre a questão.

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