O assessor especial do Governo Federal, Celso Amorim, declarou que Lula (PT) “jamais se deixará humilhar” pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A afirmação foi feita após o breve encontro entre os dois líderes nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em 23 de setembro. Segundo Amorim, não há possibilidade de o petista ser surpreendido em uma reunião com Trump, cuja postura firme e direta tem marcado encontros com líderes internacionais.
A reunião entre Lula e Trump ainda está em fase de definição, com possibilidade de ocorrer em um terceiro país, como Itália ou Malásia. O governo avalia realizar uma conversa prévia por telefone ou videoconferência, com caráter reservado. Amorim destacou que o Departamento de Estado dos EUA não se opõe à ligação e que é essencial reconhecer o Brasil como um país relevante, embora o petista tenha adotado uma política externa marcada por alinhamentos ideológicos e aproximações com regimes autoritários.
Durante evento na USP, Amorim também afirmou que a ordem internacional vigente nas últimas décadas deixou de existir, dando lugar a uma fase de “desordem global”. Ele apontou o uso crescente da coerção econômica como ferramenta política e o enfraquecimento das instituições multilaterais. O assessor mencionou a China como ator estratégico, citando visita a Pequim em maio, a pedido de Lula, para discutir mediações com a Rússia. O petista deve viajar à Itália e à Malásia em outubro, onde Trump também é esperado.










