Lula encontra empresários chineses e dá a entender que povo asiático consome carne de cachorro

Redação 011
2 Min
Lula encontra empresários chineses e dá a entender que povo asiático consome carne de cachorro
foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante visita à fábrica da Caoa em Anápolis (GO), na quinta-feira (26), Lula fez uma declaração considerada preconceituosa ao se dirigir ao empresário Zhu Huarong, representante da marca chinesa no Brasil. O petista afirmou que os chineses não gastam dinheiro com cachorro, em contraste aos brasileiros, que segundo ele têm despesas crescentes com cuidados para os animais. A fala reforçou um estereótipo negativo sobre o povo chinês de se alimentar com a carne canina e gerou críticas pela inadequação da ‘brincadeira’.

Ao tentar exemplificar os custos relacionados aos animais de estimação no Brasil, Lula disse que os gastos com cães se tornaram um “sequestro do nosso salário”. Ele mencionou que, atualmente, é comum levar os animais ao veterinário, ao dentista e oferecer alimentação de qualidade, como ração, em vez de restos de comida. O líder da esquerda destacou ainda que os cachorros passaram a dormir junto às famílias e demandam banhos semanais, o que, segundo ele, aumenta os custos domésticos.

As declarações ocorreram diante de empresários chineses e foram interpretadas como uma gafe diplomática, já que sugerem práticas que não correspondem à realidade cultural da China. O episódio reforça críticas ao Governo Federal pela forma como Lula conduz discursos em ambientes institucionais. O comentário, além de deslocado, expôs o Brasil a constrangimentos em um momento de aproximação econômica com o país asiático.

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