Líder do MST critica governo Lula e promete novas mobilizações

Redação 011
2 Min
MST ocupa áreas de pesquisa em Pernambuco, alegando descumprimento de acordo do governo Lula
foto: Priscila Ramos/ site MST

Vem aí uma nova temporada de mobilizações e, porque não, invasões de terras promovidas pelo MST. João Paulo Rodrigues, coordenador do movimento, disse em entrevista que pautas essenciais para o grupo não estão sendo contempladas pela gestão do presidente Lula. Segundo ele, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra pode promover novas ‘mobilizações’ para melhorar a vida de seus integrantes: “O MST está preocupado com a situação do governo sobre os temas gerais, mais especialmente sobre a reforma agrária. O recurso é muito pouco.”

Rodrigues pediu que o governo recomponha o orçamento do Incra para que o movimento possa avançar mais rápido no número de assentamentos e de regularização fundiária em 2023. Sem falar em trabalho, preocupação com o desenvolvimento econômico do país ou respeito às leis, o atual líder seguiu a cartilha de seus antecessores com uma série de exigências, pedidos e reclamações – mas sem nada oferecer em troca senão meias palavras que mascaram a especialidade do MST: a invasão de terra com o uso da violência.

Quanto a CPI que apura a atuação do grupo, o coordenador afirmou que a ação obrigou o MST a paralisar suas atividades. Segundo ele, o relatório final classificou o movimento como organização criminosa. O documento foi elaborado pelo relator, o deputado Ricardo Salles (PL-SP), e não foi votado. O parecer pedia o indiciamento de 11 pessoas, entre elas do líder da Frente Nacional de Lutas no Campo e Cidade, José Rainha – o eterno ícone das invasões pelo país.

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