Vem aí uma nova temporada de mobilizações e, porque não, invasões de terras promovidas pelo MST. João Paulo Rodrigues, coordenador do movimento, disse em entrevista que pautas essenciais para o grupo não estão sendo contempladas pela gestão do presidente Lula. Segundo ele, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra pode promover novas ‘mobilizações’ para melhorar a vida de seus integrantes: “O MST está preocupado com a situação do governo sobre os temas gerais, mais especialmente sobre a reforma agrária. O recurso é muito pouco.”
Rodrigues pediu que o governo recomponha o orçamento do Incra para que o movimento possa avançar mais rápido no número de assentamentos e de regularização fundiária em 2023. Sem falar em trabalho, preocupação com o desenvolvimento econômico do país ou respeito às leis, o atual líder seguiu a cartilha de seus antecessores com uma série de exigências, pedidos e reclamações – mas sem nada oferecer em troca senão meias palavras que mascaram a especialidade do MST: a invasão de terra com o uso da violência.
Quanto a CPI que apura a atuação do grupo, o coordenador afirmou que a ação obrigou o MST a paralisar suas atividades. Segundo ele, o relatório final classificou o movimento como organização criminosa. O documento foi elaborado pelo relator, o deputado Ricardo Salles (PL-SP), e não foi votado. O parecer pedia o indiciamento de 11 pessoas, entre elas do líder da Frente Nacional de Lutas no Campo e Cidade, José Rainha – o eterno ícone das invasões pelo país.