A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou nesta segunda-feira (6) a morte de Majid Khademi, chefe de inteligência da corporação, em ataque atribuído a Israel. O anúncio foi feito em comunicado oficial no canal da organização no Telegram, que classificou a ação como ofensiva “do inimigo americano-sionista”. Segundo informações locais, o ataque aéreo ocorreu em Teerã e deixou ao menos 25 mortos, incluindo o general iraniano.
Khademi havia assumido o cargo em junho de 2025, após a morte de Mohammad Kazemi em outro ataque israelense durante a guerra de 12 dias entre Irã e Israel. Desde então, o general se tornou figura central na repressão a protestos internos e na acusação contra serviços de inteligência estrangeiros. Em fevereiro, ele responsabilizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por supostamente incentivar estratégias de “assassinato encenado” para justificar uma intervenção militar no país.
A ofensiva desta segunda-feira reforça o clima de confronto direto entre Israel e o regime iraniano, que já acumula sucessivos embates militares e acusações mútuas de operações clandestinas. A morte de Khademi, figura considerada estratégica para a estrutura da Guarda Revolucionária, pode abrir espaço para uma nova escalada de ataques e retaliações na região, ampliando o risco de instabilidade no Oriente Médio e pressionando ainda mais o regime de Teerã diante da aliança entre Israel e Estados Unidos.








