A temperatura subiu em Brasília. Uma ala influente da Polícia Federal defende agora o pedido de prisão preventiva de Luís Fábio Lula da Silva, o Lulinha, ao ministro do STF, André Mendonça. O temor dos investigadores é claro: dada a proximidade com o Palácio do Planalto e as conexões com a base governista, Lulinha teria meios de influenciar ou obstruir a produção de provas na investigação que apura desvios bilionários em aposentadorias do INSS.
Apesar da resistência de uma ala da PF que alega falta de “elementos de flagrante”, os números revelados pela quebra de sigilo são assombrosos. Lulinha, que atualmente reside na Europa, movimentou R$ 19 milhões em apenas quatro anos em uma única conta bancária.
Em um único dia, 24 de maio de 2024, o filho do presidente movimentou quase R$ 1 milhão. Um resgate de R$ 487 mil entrou em sua conta e, imediatamente, R$ 480 mil saíram sem que o extrato indicasse o destino final. Esse tipo de transação “nuvem” é o que acendeu o alerta vermelho para os crimes de lavagem de dinheiro.
A investigação também ligou os pontos entre Lulinha e Kalil Bittar, empresário alvo da PF por lobby no Ministério da Educação. Foram identificadas transferências mensais de R$ 50 mil, totalizando R$ 750 mil, feitas por Lulinha a Bittar. O último repasse ocorreu às vésperas de Bittar se tornar investigado por intermediação irregular de recursos públicos na Educação.

