Se o Palácio do Planalto esperava um fôlego no Sul, a realidade das urnas virtuais trouxe um balde de água gelada. No Rio Grande do Sul, Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados em todos os cenários testados. Onde o petista aparece com 40%, o senador do PL também crava 40%. Em um cenário com Ronaldo Caiado, Flávio chega a liderar numericamente com 42%.
O dado mais alarmante para o PT não é apenas o empate, mas a rejeição. Lula é o candidato mais rejeitado no estado (50%), o que limita drasticamente seu potencial de crescimento em um eventual segundo turno. A desaprovação do seu governo (57%) reflete o cansaço do eleitor gaúcho com as políticas econômicas e o tom ideológico de Brasília.
O governador Eduardo Leite (PSD) ainda mantém sua força local, chegando a 16% quando colocado na disputa. No entanto, sua presença parece tirar mais votos de Flávio do que de Lula, o que indica que Leite e Flávio disputam o mesmo eleitorado que rejeita o petismo, mas com perfis diferentes de abordagem.
O instituto Realtime Big Data fez 1.500 entrevistas entre 14 e 16 de março no Rio Grande do Sul. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

