O empresário e político Otávio Fakhoury criticou o uso do termo “anistia” para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, alegando que isso implicaria que os acusados não seriam inocentes. Segundo ele, as prisões e condenações foram injustas e ilegais, e o correto seria exigir a anulação dos processos e a libertação imediata dos detidos. “Tá tudo errado. Não é anistia. Anistia é para criminosos”, afirmou Fakhoury em suas redes sociais.
A crítica de Fakhoury ocorre em meio ao impasse jurídico envolvendo mais de 600 pessoas que recusaram o acordo de não-persecução penal oferecido pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O acordo permitiria que os acusados evitassem penas de prisão em troca da confissão dos crimes e do cumprimento de determinadas condições. No entanto, grande parte dos investigados, que permaneceram no acampamento montado no Quartel-General do Exército sem sequer se aproximar do lugar da invasão aos prédios públicos, rejeitaram a proposta.
O posicionamento do empresário reforça uma visão crítica sobre o tratamento dado aos acusados, que ele já havia manifestado anteriormente ao comparar a severidade das punições da Justiça Brasileira com a forma como outros crimes são tratados no país. Em outubro de 2023, ele ironizou a narrativa oficial ao afirmar que “tiazinhas do zap e tiozões do churrasco” eram tratados como terroristas, enquanto atentados reais, como os ocorridos pelo grupo terrorista Hamas em Israel, eram classificados pela imprensa como meros conflitos.