O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln e de embarcações de escolta para águas próximas ao Irã, em uma movimentação estratégica que pode abrir caminho para uma ofensiva contra o regime teocrático. As embarcações partiram do mar da China Meridional e devem chegar à região em cerca de uma semana, segundo fontes militares. A operação inclui reforço aéreo, com caças e aviões de ataque vindos da Europa, além de aeronaves de reabastecimento que substituirão unidades já posicionadas no Oriente Médio.
O Pentágono confirmou que a defesa aérea na base de Al Udeid, no Qatar, está sendo ampliada com novos sistemas de interceptação e proteção para tropas americanas. Atualmente, cerca de 30 mil soldados estão sob o comando do CENTCOM na região, mas não há grupos de ataque de porta-aviões em operação no Oriente Médio. A chegada de novos ativos navais e aéreos dará ao presidente Trump diferentes alternativas militares, caso decida avançar contra o regime iraniano. Fontes ligadas ao governo americano afirmaram que, se houver ação, será “mais ofensiva” do que a operação realizada em Caracas contra o ditador Nicolás Maduro.
Paralelamente, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, declarou na quinta-feira (14) que “todas as opções estão sobre a mesa” para conter o regime iraniano. Waltz acusou Teerã de governar “mediante a repressão, a violência e a intimidação” e destacou que Trump apoia “o valente povo de Irã”, responsabilizando os líderes locais pela “miséria econômica e pela repressão da liberdade”. Enquanto isso, o Pentágono, liderado por Pete Hegseth, aproveitou a pausa nas deliberações para enviar armamentos adicionais à região, reforçando a prontidão militar diante da possibilidade de uma intervenção direta.
Com informações de The New York Times.













