As atenções internacionais se voltam para Abu Dhabi, onde Rússia e Ucrânia terão encontros decisivos na quarta e quinta-feira (4 e 5). O anúncio foi feito no domingo (1º) por Volodymyr Zelensky, que confirmou a nova rodada de negociações de paz. A expectativa é que os Emirados Árabes se tornem palco de definições sobre o futuro da guerra, após a última reunião entre Moscou, Kiev e representantes dos Estados Unidos ter terminado sem acordo concreto.
O governo ucraniano enfrenta forte pressão de Washington para aceitar um compromisso que encerre o conflito, iniciado há quase quatro anos. Ao mesmo tempo, o país sofre com ataques aéreos que atingiram sua infraestrutura energética em meio ao inverno rigoroso. Zelensky declarou que a Ucrânia está pronta para negociações “substantivas” e busca um resultado que represente um fim “real e digno” da guerra. Enquanto isso, o principal enviado russo, Kirill Dmitriev, relatou ter realizado uma “reunião construtiva” com representantes norte-americanos na Flórida, sinalizando abertura para novos diálogos.
Entre os pontos mais delicados das tratativas está a exigência do Kremlin de manter controle sobre áreas ocupadas no leste da Ucrânia, incluindo Donbas e Donetsk, além da rejeição definitiva da entrada ucraniana na Otan. A União Europeia já havia proposto um plano de paz com 12 pontos, prevendo concessão apenas dos territórios já dominados pela Rússia. Paralelamente, ataques com drones atingiram uma maternidade em Zaporizhzhia neste domingo (1º), deixando seis feridos, enquanto quase 700 prédios em Kiev permaneciam sem aquecimento em temperaturas de -15ºC. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que Vladimir Putin concordou em suspender temporariamente ofensivas contra a capital ucraniana, medida que reforça o papel de Washington como mediador central no processo.










