O cenário para as eleições de 2026 ganha contornos sombrios. Aleksandr Lukashenko, o ditador que comanda Belarus com mão de ferro há 31 anos, ofereceu formalmente apoio ao presidente Lula para assegurar que o pleito ocorra em um “ambiente pacífico”. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2) ao embaixador brasileiro em Minsk.
Lukashenko, o aliado mais fiel de Vladimir Putin e conhecido mundialmente por esmagar a oposição e fraudar eleições desde 2001, não escondeu sua torcida: “Esperamos sinceramente que o atual presidente permaneça no cargo”.
O ditador está no poder desde 1994 e é alvo de sanções internacionais por violações flagrantes de direitos humanos. Suas vitórias eleitorais são marcadas por contagens de votos “problemáticas” e um clima de insegurança para quem ousa discordar. Receber esse tipo de oferta é um sinal perigoso de que o atual governo se sente confortável ao lado de quem trata a democracia como um detalhe descartável.
A pergunta que fica é óbvia: que tipo de “experiência” um tirano que silencia a mídia e tortura adversários tem a oferecer ao processo eleitoral brasileiro? Enquanto a esquerda fala em “defender a democracia”, seus aliados internacionais são o que há de mais podre no autoritarismo global.









