Diretora da CGU detalha apuração sobre descontos indevidos no INSS

Redação 011
2 Min
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foto: reprodução/ CGU

A diretora de Previdência e Benefícios da Controladoria-Geral da União, Eliane Mota, disse que as primeiras reclamações de segurados relacionadas a descontos indevidos em benefícios vieram para o órgão em 2019 a partir de informações do Ministério Público do Paraná. Naquele momento, havia reclamações sobre quatro entidades com acordos firmados com o INSS entre 2014 e 2017.

Em depoimento na CPI Mista do INSS, no Congresso, Eliane disse que foi iniciada uma auditoria em 2024, quando foram feitas 1.273 entrevistas com beneficiários, visitas às entidades e verificação dos controles internos do INSS. Foi observado que os descontos associativos passaram de R$ 387 milhões em 2015 para R$ 3,4 bilhões em 2024. Já os pedidos para suspensão de descontos passaram de 900 em abril de 2022 para 192 mil em 2024.

Outro dado levantado pela CGU foi em relação à adesão de beneficiários em blocos de 50 mil pessoas ou mais. Se até 2022 elas eram episódicas, em 2024 foram 24. Quando a controladoria quis verificar quais serviços eram prestados aos segurados, Eliane disse que a maioria não disponibilizou informações.

O deputado Alfredo Gaspar (União-AL) questionou se o INSS havia se mantido “omisso diante do que a CGU tinha pedido”, ao que Eliane Mota respondeu positivamente. “A senhora poderia dizer quem era o presidente do INSS no momento dessas comunicações?”, perguntou o deputado. “Foi o presidente afastado por ocasião da operação, Alessandro Stefanutto”, respondeu ela.

Fonte: Agência Câmara de Notícias.

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