O embate entre a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o pastor Silas Malafaia ganhou força nesta quinta-feira (15), após a divulgação de uma lista de igrejas citadas em requerimentos da CPMI do INSS. Malafaia acusou a parlamentar de agir com “proveito político” ao expor nomes de instituições religiosas e líderes evangélicos mencionados nos documentos da comissão que apura fraudes previdenciárias. A troca de críticas, iniciada nas redes sociais na quarta-feira (14), evidenciou um racha público entre duas figuras de destaque no campo conservador.
O pastor contestou declarações de Damares feitas em entrevista ao SBT News no domingo (11), quando a senadora afirmou que entidades religiosas estariam envolvidas em desvios de aposentadorias. Em resposta às críticas, Damares publicou a lista de igrejas e líderes religiosos citados nos requerimentos da CPMI, alegando sentir “desconforto e tristeza” diante das suspeitas. Malafaia reagiu com um vídeo em seu perfil no X, reforçando que a senadora não teria denunciado pastores ou igrejas, mas apenas assinado convocações junto a outros parlamentares.
A tensão aumentou quando Malafaia chamou Damares de “linguaruda” por fazer acusações sem detalhar nomes, enquanto a senadora defendeu sua posição em nota publicada no Instagram. Ela afirmou que as informações divulgadas são públicas e constam de documentos oficiais da comissão. O episódio expôs divergências internas entre lideranças evangélicas e parlamentares ligados à direita, em meio às pressões sobre a CPMI que investiga desvios no sistema previdenciário.














