Copom rebaixa Selic para 12,75% e prevê desaceleração econômica

Redação 011
2 Min
foto: Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira uma redução unânime na taxa Selic, de 13,25% ao ano para 12,75% ao ano, marcando o segundo corte consecutivo na taxa básica de juros.

A decisão, amplamente esperada pelo mercado financeiro, visa a apoiar a economia brasileira em meio a problemas domésticos e globais. No comunicado divulgado após a reunião, o Copom justificou a decisão, afirmando que ela é “compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024 e, em grau menor, o de 2025”.

O comitê também sinalizou uma possível continuação dos cortes na Selic no futuro, mencionando que “em se confirmando o cenário esperado [de deflação e ancoragem das expectativas em torno da meta de inflação], os membros do Comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário.”

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A execução das metas fiscais estabelecidas pelo governo federal foi destacada como um fator que pode contribuir para o processo de ancoragem das expectativas da inflação e para a condução da política monetária.

O cenário econômico global também foi levado em consideração, com o Copom observando que as taxas de juros de longo prazo nos Estados Unidos estão aumentando e há expectativas de menor crescimento na China, o que exige maior atenção por parte dos países emergentes.

No âmbito doméstico, o comunicado apontou para uma expectativa de desaceleração da economia nos próximos trimestres.

Com este segundo corte consecutivo, a taxa Selic atinge seu menor patamar nos últimos 16 meses, refletindo a busca do Banco Central por estímulos à economia em um ambiente de problemas econômicos e incertezas globais. O Copom deixa claro que continua monitorando os desenvolvimentos econômicos e poderá ajustar a política monetária de acordo com as condições futuras.

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