O Congresso aprovou o Orçamento de 2025 com três meses de atraso. A proposta final trouxe cortes de R$ 7,7 bilhões para o programa Bolsa Família, mas reservou R$ 18 bilhões para ampliar o financiamento habitacional do Minha Casa, Minha Vida.
“Estamos tirando R$ 18 bilhões do fundo social fora dos parâmetros fiscais para financiar a classe média na compra de imóveis. Então, você já está aí com um déficit maior do que foi colocado anteriormente. O Pé-de-Meia são R$ 12 bi, só tem R$ 1 bi no Orçamento”, criticou o líder da oposição, o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Ao todo, as despesas previstas para o ano alcançam o teto de R$ 2,2 trilhões. No montante, chama a atenção os R$ 27,9 bilhões para reajuste salarial a servidores públicos federais.
Mesmo assim, o texto prevê um superavit de R$ 15 bilhões ao longo de 2025. A proposta também destina cerca de R$ 50 bilhões para emendas parlamentares. A demora da liberação do orçamento ocorreu justamente por conta da necessidade de maior transparência na destinação desses recursos.
O texto agora segue para sanção presidencial.