Com mais de quatro décadas de atraso, reforma tributária pode mudar tudo

Redação 011
4 Min
Senado adia votação e regras da minirreforma não serão válidas para 2024
foto: Roque de Sá/ Agência Senado

Nesta terça-feira (7), está agendada a votação da reforma tributária (PEC 45/2019), cujo relator é o senador Eduardo Braga (MDB-AM). A expectativa é que a reforma tributária seja aprovada na Comissão nesta terça-feira e posteriormente no plenário, até quinta-feira, 9 de novembro.

A reforma tributária é uma proposta que visa transformar o sistema de impostos no Brasil, com o objetivo de simplificar o sistema tributário, tornando-o mais eficiente e reduzindo a complexidade burocrática enfrentada por empresas e cidadãos ao lidar com impostos. Essa reforma é vista pelos políticos de turno como uma medida essencial para estimular o crescimento econômico e tornar o país mais competitivo.

 

- Publicidade -

MUDANÇAS PROPOSTAS

  • Substituição de impostos: A reforma propõe substituir vários impostos, como o IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS, por dois novos tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A CBS seria gerida pela União, enquanto o IBS seria de responsabilidade dos estados e municípios.

 

  • Imposto seletivo: Será criado um imposto adicional que visa taxar produtos e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas.

 

  • Alíquotas diferenciadas: Haverá uma alíquota padrão, uma alíquota reduzida em 60% e uma alíquota zero. Alguns setores, como transporte público, serviços de saúde, educação, agricultura, cesta básica e medicamentos, terão alíquotas reduzidas ou zeradas.

 

  • Transição gradual: Para evitar impactos negativos na arrecadação dos estados e municípios, está prevista uma transição de 50 anos, que ocorrerá entre 2029 e 2078. Essa transição permitirá que as alíquotas sejam ajustadas ao longo do tempo, mantendo a carga tributária.

 

  • Cashback para a população de baixa renda: A reforma prevê a devolução de parte do imposto pago à população de baixa renda, visando reduzir desigualdades.

 

  • Fundo de desenvolvimento regional: Para compensar o fim da chamada “guerra fiscal” entre estados, será criado um fundo com recursos da União, destinado a promover o desenvolvimento em regiões menos desenvolvidas.

 

  • Imposto sobre patrimônio: O IPVA será estendido a veículos aquáticos e aéreos, com alíquotas menores para veículos de menor impacto ambiental, e terá alíquotas progressivas.

 

IMPACTOS POTENCIAIS

A reforma tributária promete simplificar a vida de empresas e cidadãos, reduzir a complexidade no cumprimento de obrigações fiscais e tornar o Brasil mais atraente para investimentos. Contudo, também há desafios e preocupações. A simplificação tributária deve reduzir custos operacionais para empresas, tornando o país mais competitivo. No entanto, a transição gradual e a necessidade de ajustar alíquotas ao longo do tempo podem gerar incertezas e problemas na implementação.

Além disso, a introdução de novos impostos e a cobrança sobre heranças no exterior podem afetar determinados grupos e setores, e a criação de um fundo de desenvolvimento regional dependerá de sua implementação e distribuição justa dos recursos, deixando nas mãos da administração federal a correta implementação.

Boletim 011 News

Inscreva-se para receber conteúdo incrível em sua caixa de entrada, todos os dias.

Leia nossa política de privacidade e Termos de Uso para mais informações. Respeitamos a LGPD.

Compartilhe este artigo

Boletim 011 News

Inscreva-se para receber conteúdo incrível em sua caixa de entrada, todos os dias.

Leia nossa política de privacidade e Termos de Uso para mais informações. Respeitamos a LGPD.