Dilma Rousseff (PT) continuará à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira dos Brics, após ser reeleita para um novo mandato de cinco anos. A decisão, tomada por unanimidade durante reunião em Pequim, contou com o apoio do ditador russo Vladimir Putin, que elogiou a atuação da ex-presidente brasileira. A renovação do mandato de Dilma ocorre em meio à crescente influência chinesa e russa no bloco, reforçando a aliança entre os países que buscam reduzir a dependência do dólar nas transações internacionais.
Durante o evento na China, Dilma reforçou o avanço de projetos entre Brasil e o governo de Xi Jinping, destacando a ferrovia transoceânica, proposta para reduzir custos de exportação. Em discurso, a ex-presidente elogiou o modelo econômico chinês e afirmou que o país asiático “se tornou um líder global em ciência, tecnologia e inovação”. A aproximação do Brasil com a China no âmbito dos Brics tem gerado preocupações em setores econômicos e políticos do Ocidente, especialmente diante das ameaças do governo norte-americano de impor tarifas de 100% aos países do bloco caso avancem na criação de uma moeda própria.
Apesar da reeleição, Dilma tem sido alvo de críticas dentro do próprio NDB, incluindo acusações de assédio moral. A ex-presidente também se reuniu com parlamentares brasileiros ligados ao MST na China, discutindo projetos agrícolas em parceria com o governo chinês. Nos últimos meses, Dilma recebeu reconhecimento do regime de Xi Jinping, sendo homenageada com a mais alta honraria concedida a estrangeiros pelo governo chinês, o que reforça sua proximidade com o Partido Comunista da China.