O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), a conservadora mais votada de São Paulo na eleição de 2022, a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A decisão, que inclui a cassação do mandato, foi consolidada com os votos dos ministros Cristiano Zanin e Dias Toffoli. No entanto, o julgamento foi interrompido devido a um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques, o que pode adiar a conclusão do caso por até 90 dias.
O relator da ação, ministro Gilmar Mendes, foi acompanhado por Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, além dos votos antecipados de Zanin e Toffoli. A decisão da Corte também prevê o cancelamento definitivo da autorização de porte de arma de Zambelli. O episódio que motivou a condenação ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando a deputada sacou uma arma e perseguiu um homem desarmado, apoiador do então candidato Lula da Silva (PT), nas ruas de São Paulo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou o caso, afirmando que a ação de Zambelli teve impacto negativo nas eleições. “Aquela imagem da Carla Zambelli da forma que foi usada, perseguindo o cara lá… Ela tirou o mandato da gente”, declarou em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. A deputada, que recebeu 946.244 votos na última eleição, foi a mais votada dentro do campo conservador em São Paulo.