A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) levantou suspeitas sobre o momento e a velocidade de uma investigação da Polícia Federal que envolve o candidato a poucos dias do segundo turno. O inquérito apura uma possível relação societária entre Flávio e o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo a CNN Brasil, integrantes da campanha consideram atípica a rapidez da tramitação e demonstram preocupação com a possibilidade de decisões antes da votação de domingo (25).
A PF afirma ter encontrado documentos nos quais Flávio aparecia como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holding, ligada a Tomaz. Para os investigadores, o dado, combinado com outros vínculos identificados, sustenta a hipótese de eventual participação econômica ou societária de fato. A assessoria de Flávio nega a existência de conta conjunta, enquanto Tomaz rejeita irregularidades. O inquérito chegou ao STF em 8 de outubro, foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes no dia 16 e, segundo relatos recebidos pela CNN, já teria diligências em andamento. A PGR deu parecer favorável ao prosseguimento da investigação.
A proximidade da votação levou aliados de Flávio e a defesa de Tomaz a questionarem publicamente a condução e a divulgação do caso. Tomaz afirmou que o vazamento às vésperas da eleição teria propósito de interferir nas urnas, enquanto a campanha pediu acesso aos autos para conhecer o conteúdo da investigação. Por tramitar sob sigilo, não é possível confirmar externamente todas as etapas e diligências realizadas.

