O fantasma de 2018 volta a rondar Brasília. Lideranças dos caminhoneiros autônomos intensificaram as conversas nesta quinta-feira (19) e mantêm o indicativo de paralisação nacional. O estopim é a alta acumulada dos combustíveis e a sensação de que o Governo Federal tem sido ‘surdo’ às demandas da categoria, especialmente no que diz respeito à fiscalização do piso mínimo de frete e à desoneração do setor.
O movimento não é apenas por preço de bomba, mas por sobrevivência econômica:
Diesel: Redução imediata de impostos ou criação de um fundo de estabilização para amortecer a volatilidade do preço.
Tabela de frete: Fiscalização rigorosa contra empresas que pagam abaixo do piso estabelecido pela ANTT.
Seguro e pedágio: Revisão dos custos logísticos que, somados ao combustível, consomem mais de 60% do faturamento bruto do autônomo.
O governo Lula sabe que uma greve agora seria devastadora para a inflação, que já sofre com o ‘tarifaço’ global e a alta das commodities. Se os caminhões pararem, o preço dos alimentos nos supermercados dispara em questão de dias, destruindo qualquer narrativa de controle econômico do Planalto.









