O Brasil registrou em 2025 a segunda maior saída líquida de dólares da série histórica, iniciada em 1982, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. O fluxo cambial ficou negativo em US$ 33,3 bilhões, volume inferior apenas ao registrado em 2019, quando a saída somou US$ 44,7 bilhões.
Esse desempenho negativo foi provocado principalmente pelo mercado financeiro, que acumulou saída líquida de US$ 82,4 bilhões em 2025. Esse canal inclui investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras operações financeiras.
Somente em dezembro, houve saída líquida de US$ 13,6 bilhões, uma queda de 49,7% em relação ao mesmo mês de 2024, quando totalizou US$ 27,0 bilhões.
Diferentemente da balança comercial, que inclui apenas exportações e importações já realizadas, o fluxo cambial inclui operações como pagamentos antecipados e adiantamentos de contrato de câmbio.
Vale reforçar que o fluxo cambial é composto de duas partes: o fluxo comercial, que mede o fechamento de câmbio para exportações e importações, e o fluxo financeiro, que mede investimentos em empresas, empréstimos e transações no mercado financeiro.
Em momentos de crise, é normal a busca por economias sólidas, segurança jurídica e moedas robustas. Por isso, o Brasil passa raramente sem ‘arranhões’ diante de cenários assim.












