O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu milhares de apoiadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para defender a anistia dos presos pelos atos de 8 de janeiro e mobilizar sua base para as eleições de 2026. Durante o discurso, Bolsonaro pediu que seus eleitores garantam pelo menos metade das cadeiras da Câmara e do Senado para parlamentares alinhados com seu projeto político. “Me deem 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo o destino do nosso Brasil”, declarou. O ato contou com a presença de governadores e parlamentares bolsonaristas, além de líderes religiosos e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
A manifestação também foi marcada por críticas ao governo Lula (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, a quem Bolsonaro atribuiu interferência nas eleições de 2022. Segundo o ex-presidente, medidas como a restrição da veiculação de conteúdos de campanha prejudicaram sua candidatura. “Não queriam que a gente continuasse e houve, sim, mão pesada do Alexandre Moraes”, afirmou. Além disso, ele reafirmou que não deixará o Brasil e que seguirá como uma “pedra no sapato” do atual governo, seja “preso ou morto”.
O ato foi organizado pelo pastor Silas Malafaia, que financiou a estrutura do evento, incluindo trios elétricos e transmissão ao vivo. Enquanto a Universidade de São Paulo (USP) estimou a presença de 18,3 mil pessoas no auge da manifestação, a Polícia Militar do Rio divulgou um número significativamente maior, de 400 mil participantes. Entre os discursos, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reforçou o pedido por anistia, afirmando que as penas aplicadas aos condenados foram “desarrazoadas”.