Lula reuniu ministros, integrantes do Supremo Tribunal Federal e autoridades do Executivo na quinta-feira (15) para anunciar que o combate ao crime organizado e à corrupção será tratado como “ação de Estado”. A iniciativa ocorre às vésperas do calendário eleitoral, quando o petista busca se apresentar como líder capaz de enfrentar facções e desvios de recursos públicos. O encontro no Palácio do Planalto contou com a presença de Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Alexandre de Moraes e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, além de representantes da Polícia Federal e da Receita Federal.
O recém-empossado ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a gravidade do problema exige coordenação entre os Poderes e garantiu que haverá sintonia entre Judiciário, Ministério Público e órgãos de fiscalização. Segundo ele, o objetivo é fortalecer a atuação da Polícia Federal e da Receita Federal, com foco em operações contra o financiamento das organizações criminosas. O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, destacou que a estratégia será atingir o “andar de cima” do crime, enfrentando o poder econômico das facções.
Durante a posse de Lima e Silva, Lula voltou a desafiar as organizações criminosas e declarou que “o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado”. O petista citou operações recentes da Polícia Federal, como a investigação de desvios no Banco Master e a Operação Carbono Oculto, que apura fraude fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. O ministro da Justiça informou ainda que manterá diálogo com o Congresso para avançar na PEC da Segurança e garantiu a permanência dos atuais diretores da PF e da PRF em seus cargos.














