O Congresso Nacional retoma seus trabalhos na tarde desta segunda-feira (02) em meio a ritos militares e uma atmosfera de tensão política. Enquanto os presidentes das Casas, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), sobem a rampa sob a salva de 21 tiros de canhão, os brasileiros assistem a um Legislativo pressionado por uma agenda do Executivo que mira mais o palanque eleitoral do que a liberdade econômica.
A cerimônia, marcada para as 15h, contará com a leitura da mensagem presidencial pelo ministro Rui Costa. O que o governo chama de “prioridades” soa como um alerta para os defensores da livre iniciativa: o fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho por aplicativos — medidas que, sob o verniz social, ameaçam sufocar ainda mais quem gera emprego no Brasil.
Do lado do Judiciário, o ministro Edson Fachin também levará sua mensagem, em um momento onde o STF busca limpar a própria imagem, desgastada por polêmicas recentes envolvendo o setor financeiro.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, herdou um estoque de matérias explosivas. A oposição já sinalizou que não dará trégua. No radar, dois temas centrais que dividem o país:
Segurança Pública: O governo tenta retomar o controle das propostas “desidratadas” pelo Congresso no ano passado. A direita, no entanto, mantém o foco no combate real ao crime e no fortalecimento das forças policiais, sem a ingerência ideológica que o Ministério da Justiça tenta impor.
Inteligência Artificial: O marco regulatório da IA volta ao debate. O temor no 011 News e entre analistas de direita é que o texto se torne um “puxadinho” para a censura prévia e o controle de narrativas digitais.
Perseguição no Conselho de Ética
Nesta terça-feira (3), o Conselho de Ética retoma o que muitos consideram um ‘tribunal de exceção’ contra vozes conservadoras. Parlamentares como Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) serão ouvidos. O crime? Terem se manifestado contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. É o uso do aparato institucional para punir o livre exercício do mandato parlamentar.
Ainda nesta segunda, às 18h, a Câmara já inicia as votações. Na pauta, a MP do “Gás do Povo”. Embora o nome seja atraente, o mercado observa com cautela o impacto fiscal de mais um subsídio em um governo que não demonstra apetite por cortes de gastos reais, apenas por aumento de arrecadação.









