O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a área técnica da Corte analise, com “máxima urgência”, a suspeita de disseminação de informações falsas no canal Exército do Lula, no WhatsApp. A decisão do magistrado ocorreu após o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubar a decisão dele, de derrubar o canal, e assim retomar as postagens e a possibilidade de novos inscritos.
Nunes Marques atendeu ao pedido de suspensão protocolado pela campanha de Flávio Bolsonaro, alegando que o canal foi criado para disseminar desinformação sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, redução do valor de aposentadorias, entre outros casos. No entendimento de Kassio, o canal é responsável pela replicação de conteúdos que já foram considerados “inverídicos” pelo tribunal, como a afirmação de que Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil.
Um relatório já feito pelo TSE destaca que parte das mensagens publicadas em setembro foi apagada a partir de 7 de outubro, o que dificulta a reconstrução do histórico do canal e a análise do material divulgado no período.
Vale destacar que o criador do canal é o deputado federal e apoiador de Lula, André Janones (Rede-MG).

