Republicanos se firma na base de Lula em meio a atritos com a direita

Redação 011
2 Min
Republicanos se firma na base de Lula em meio a atritos com a direita
foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, iniciou 2026 com sinais de maior alinhamento ao Governo Federal, após um período marcado por embates diretos com o Palácio do Planalto. A mudança de postura ocorre em meio ao calendário eleitoral e reflete interesses políticos de ambos os lados. Nos bastidores, interlocutores apontam que a reaproximação pode abrir espaço para negociações estratégicas, especialmente diante das dificuldades do governo em consolidar maioria na Câmara.

Em 2025, Motta esteve no centro de disputas relevantes, como a rejeição da elevação do IOF, que representou uma derrota expressiva para o governo Lula e acabou sendo judicializada no STF. O petista reagiu com ofensivas públicas contra o Congresso, intensificando a tensão entre os Poderes. Apesar disso, o cenário começou a mudar após a indicação de um aliado de Motta ao Ministério do Turismo, gesto interpretado como aceno direto do Planalto. Desde então, o deputado passou a apoiar pautas de interesse do Executivo, como a PEC da Segurança Pública e a MP do Vale-Gás.

A aproximação também tem objetivos eleitorais: Motta busca apoio de Lula para viabilizar a candidatura de seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado em 2026, embora o PT já tenha declarado preferência por outros nomes na Paraíba. Paralelamente, o Republicanos enfrenta atritos com o clã Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou o partido por não ter projeto nacional e afirmou que Tarcísio de Freitas só ganhou notoriedade graças ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em resposta, o presidente da sigla, Marcos Pereira, rebateu chamando Eduardo de “arrogante” e afirmou que lidará com os ataques “com calma, caldo de galinha e cautela”.

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