O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou que buscará a reeleição ao comando do estado e encerrou qualquer possibilidade de disputar a corrida presidencial deste ano. A decisão foi comunicada após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Ao lado de aliados, Tarcísio reforçou que sua prioridade é permanecer em São Paulo e apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto, destacando que “nunca” teve como objetivo uma eleição nacional.
A definição ocorre após meses de especulações e movimentos ambíguos no cenário político. Pesquisas de opinião chegaram a apontar Tarcísio como um nome da centro-direita capaz de enfrentar Lula em uma disputa direta, mas o governador paulista optou por manter alinhamento com o bolsonarismo. A carta escrita por Jair Bolsonaro, ainda durante sua prisão na Superintendência da Polícia Federal, consolidou Flávio como o representante da família na corrida presidencial, deixando claro que o apoio do grupo se concentrará no senador. Tarcísio, por sua vez, busca recompor pontes com aliados do ex-presidente, após ser acusado de “ingratidão” por adiar encontros anteriores.
Na conversa com Bolsonaro, Tarcísio também tratou da filiação de Ronaldo Caiado ao PSD, considerada positiva para fortalecer o campo da oposição. O governador avaliou que a multiplicidade de pré-candidaturas não representa problema, pois tende à convergência em torno do nome mais viável. A visita ocorreu em meio a decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou pedidos de acesso ao ex-presidente por parte de Valdemar Costa Neto e Magno Malta (PL-ES), sob justificativa de riscos às investigações.








