Militantes de esquerda se reuniram neste fim de semana na Avenida Paulista, em São Paulo, para exigir que Nicolás Maduro reassuma o comando do regime na Venezuela. O ato, organizado por simpatizantes de Lula, teve como objetivo denunciar a captura do ditador por tropas norte-americanas no início de janeiro e pedir sua libertação. Apesar da mobilização, não houve registro da participação de venezuelanos, mesmo sendo uma das comunidades estrangeiras mais numerosas em São Paulo e no Brasil.
De acordo com o PCO (Partido da Causa Operária), a manifestação foi convocada após o envio de quatro mil soldados dos Estados Unidos ao Caribe e operações militares contra embarcações venezuelanas. O partido afirma que, em 3 de janeiro, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados à força de Caracas por tropas da “Delta Force” e levados para Nova Iorque. O ataque, que teria contado com mais de 150 aeronaves, deixou cerca de 100 mortos, a maioria escoltas da família ditatorial. Maduro declarou-se “prisioneiro de guerra” e denunciou que sua esposa sofreu fraturas sem receber atendimento médico.
Enquanto Lula mantém postura tímida em notas oficiais, o PCO sustenta que apenas a mobilização popular pode enfrentar os Estados Unidos. O ato também marcou a abertura da 54ª Universidade de Férias do partido, com caravanas vindas de diversos estados. A ausência de venezuelanos expôs a contradição: enquanto setores da esquerda brasileira pedem a volta de Maduro, muitos refugiados celebram sua queda. Nas redes sociais, um internauta ironizou: “Convidem os venezuelanos que estão aí e em todo o Brasil para participarem. Digam que a manifestação é a favor do Maduro e aguardem o retorno…”.












