O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (27) que pretende endurecer de forma inédita a política migratória do país. Em publicação na plataforma Truth Social, o presidente declarou que vai suspender permanentemente a entrada de imigrantes de nações classificadas como “3º Mundo” e iniciar processos de desnaturalização contra estrangeiros que, segundo ele, não demonstram lealdade aos EUA. O anúncio ocorreu após o ataque em Washington D.C. que matou uma militar da Guarda Nacional e deixou outro integrante das forças armadas ferido.
O suspeito do ataque foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, ex-integrante de uma força afegã apoiada pela CIA, que entrou nos EUA por meio do programa OAW, criado pelo governo do democrata Joe Biden para receber afegãos após a retomada do poder pelo Talibã. A identificação levou Trump a determinar uma revisão de imigrantes de 19 países considerados de risco, incluindo Afeganistão, Haiti e Venezuela. O presidente também prometeu cortar benefícios e subsídios federais para não cidadãos e deportar estrangeiros que representem ameaça à segurança ou sejam incompatíveis com os valores da civilização ocidental.
Nas horas seguintes ao ataque, o USCIS suspendeu indefinidamente o processamento de pedidos de imigração de afegãos, enquanto o DHS anunciou que revisará todos os casos de asilo aprovados durante o governo Biden. A Guarda Nacional já estava mobilizada em Washington D.C. desde agosto, após a decretação de “emergência de crime” pela atual administração. Em sua publicação, Trump destacou ainda comunidades somalis em Minnesota, reforçando que pretende encerrar o status de proteção temporária concedido a cidadãos da Somália no estado.









