A recente alta do preço dos ovos tem sido motivo de preocupação para os consumidores, mas produtores do Distrito Federal afirmam que não estão lucrando mais com o aumento. O custo de produção também subiu, principalmente devido à elevação dos preços do milho e da soja, essenciais para alimentar as aves. Além disso, a gripe aviária em diversas partes do mundo tem reduzido a oferta global, pressionando o mercado. “Enquanto essa situação persistir, os preços devem continuar elevados”, explicou o economista Gilberto Braga ao Correio Brasilienze.
Estudos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) indicam que, desde janeiro, a oferta de ovos no Brasil diminuiu devido ao descarte de poedeiras mais velhas. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) prevê que o mercado se estabilize no próximo trimestre. No entanto, para pequenos e médios produtores, o aumento dos custos tem dificultado o equilíbrio financeiro. “Já elevamos os preços anteriormente por causa do combustível. Se aumentarmos de novo, perdemos clientes”, afirma Paulo Nunes Borges, que há sete anos produz ovos no DF ao mesmo jornal da capital.
Em meio a esse cenário, Lula da Silva (PT) declarou recentemente que busca uma explicação para a alta do preço do ovo, questionando o que estaria por trás dos reajustes. Em resposta, produtores ressaltam que o aumento dos custos de insumos e a demanda internacional são os principais fatores. O Governo Federal anunciou medidas para tentar conter os preços, incluindo a isenção de impostos sobre a importação de produtos como milho, açúcar e carne, que são produzidos no Brasil. Contudo, especialistas alertam que tais medidas podem não ser suficientes para conter a inflação no curto prazo.