Vorcaro negocia delação sobre políticos, mas deve blindar o STF

Redação 011
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Vorcaro negocia delação sobre políticos, mas deve blindar o STF
foto: divulgação/ Banco Master

A prisão preventiva mantida pelo STF foi o golpe final na resistência de Daniel Vorcaro. Agora, o ex-banqueiro joga sua última carta: a delação premiada. Sob nova orientação jurídica, Vorcaro quer trocar informações sobre a “teia política” do Master por benefícios penais. O foco é claro: mostrar quem, no Congresso e no Executivo, abriu as portas para os negócios que geraram um rombo bilionário no sistema financeiro.

A delação de Vorcaro promete ser cirúrgica e, acima de tudo, estratégica. A expectativa é que ele entregue nomes de peso que teriam recebido vantagens para facilitar operações do banco ou barrar fiscalizações. Fontes indicam que, para garantir que o acordo seja homologado pelo Supremo, Vorcaro deve poupar ministros da Corte, evitando mencionar nomes como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, cujas citações anteriores já haviam causado um terremoto institucional.

A Polícia Federal ainda resiste ao acordo, alegando que o “líder” da organização criminosa raramente recebe os benefícios da delação, a menos que entregue algo de valor incalculável — o que parece ser o caso das conexões políticas.

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