Nesta quinta-feira (6), o Senado dos Estados Unidos rejeitou, com uma votação apertada de 51 votos a 49, uma resolução bipartidária que visava restringir a autonomia do presidente Donald Trump para iniciar operações militares contra a Venezuela sem a aprovação do Congresso. Dessa forma, Trump preserva seu poder de decidir sobre ataques ao país sul-americano.
A decisão majoritariamente republicana veio um dia após o governo ter garantido aos parlamentares que, naquele momento, não havia planos para atacar diretamente o território venezuelano. A votação funcionou como uma prova da disposição dos senadores republicanos em apoiar o aumento da presença militar de Trump no sul do Caribe. Apenas dois membros do partido do presidente apoiaram a medida de restrição, que tinha como principais patrocinadores os democratas Tim Kaine e Adam Schiff, ao lado do republicano Rand Paul.
A proposta para limitar os poderes presidenciais surgiu devido à crescente preocupação com a escalada militar na região, impulsionada por dois meses de ataques a embarcações. Desde o início de setembro, as forças americanas realizaram ao menos 16 ataques contra navios supostamente envolvidos no tráfico de drogas no Pacífico e no sul do Caribe, resultando em mais de 65 mortes. Essa intensificação das ações motivou a apresentação da resolução, temendo uma decisão unilateral de Trump de atacar a própria Venezuela.












