O renomado biólogo evolutivo britânico Richard Dawkins afirmou, em entrevista ao The Telegraph, que “mulheres trans são homens”. A declaração faz parte do lançamento de seu novo livro, A Guerra Contra a Ciência, no qual ele defende a primazia dos fatos biológicos sobre os sentimentos ou as políticas identitárias, especialmente no ambiente universitário.
Para Dawkins, a afirmação de que “mulheres trans são mulheres” é “cientificamente falsa”. O biólogo argumenta que “política e sentimentos pessoais não atingem verdades científicas” e atribui a desconsideração de fatos biológicos ao avanço do pós-modernismo, que, segundo ele, disseminou a “mentira de que o sexo é um espectro” ao relativizar as definições materiais.
Ele utiliza a anisogamia — a diferença fundamental entre gametas masculinos e femininos — como o critério central e constante para distinguir machos e fêmeas na biologia. Dawkins celebrou a decisão recente da Suprema Corte britânica de reconhecer o sexo biológico como único critério oficial de gênero, classificando o julgamento como uma “vitória da ciência”.
Dawkins advertiu que a negação da ciência biológica pode gerar riscos à proteção de direitos e espaços exclusivos de mulheres, citando como exemplos esportes, vestiários e prisões.
O cientista também criticou duramente o que considera ser uma pressão agressiva nas universidades e editoras para censurar acadêmicos. Ele classificou o ativismo trans como “assombrosamente agressivo” ao tentar silenciar autores que defendem que mulheres trans são biologicamente homens.












