Regime da Nicarágua prende Padre por denunciar perseguição política durante missa

Redação 011
2 Min
Regime da Nicarágua prende Padre por denunciar perseguição política durante missa
imagem gerada por I.A.

O regime comunista da Nicarágua ampliou sua ofensiva contra líderes religiosos ao impor retenção domiciliar ao bispo emérito Juan Abelardo Mata, de 80 anos. A medida foi aplicada após uma missa realizada em Estelí, no dia 25 de junho, quando o religioso pediu orações pela Igreja Católica perseguida no país e citou nomes de outros padres e bispos já alvo da ditadura de Daniel Ortega. Sem apresentar justificativas oficiais, agentes policiais conduziram Mata até sua residência em Tisma, onde permanece sob vigilância constante das forças de segurança.

Organizações opositoras denunciaram que o caso não pode ser tratado como isolado, mas como parte de uma política sistemática de intimidação contra religiosos e fiéis. Segundo comunicado da ‘Aliança Cívica por la Justicia y la Democracia e da Unidade Nacional’, a perseguição contra a Igreja Católica reflete o ambiente de intolerância imposto pelo regime de Ortega e Rosario Murillo. A suspensão das relações diplomáticas entre o Vaticano e Managua, somada às condenações e expulsões de padres, reforça o cenário de hostilidade que se intensificou nos últimos anos.

O histórico de confrontos inclui a condenação e exílio do bispo Rolando Álvarez, além da dissolução da Companhia de Jesus e da expulsão de mais de 260 religiosos, conforme relatório da ONG ‘Colectivo Nicaragua Nunca Más’. Ortega chegou a classificar a Igreja como “máfia”, acusando-a de atuar contra os interesses do regime. A oposição insiste que a comunidade internacional mantenha atenção sobre a violação de direitos humanos e da liberdade religiosa na Nicarágua, enquanto o bispo Mata segue sem qualquer acusação formal divulgada pela Polícia Nacional.

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