Presença de facções criminosas na Amazônia cresce 32% em 1 ano

Redação 011
2 Min
Presença de facções criminosas na Amazônia cresce 32% em 1 ano
foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Um estudo divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra o avanço das facções criminosas na região da Amazônia. O lançamento da pesquisa ocorreu em evento realizado no pavilhão da Fundação Ford na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém.

Esse levantamento revela que o crime organizado cresceu e chegou a 45% dos municípios que compõem a Amazônia Legal. Das 772 cidades, as organizações criminosas estão presentes em 344 delas, o que representa um aumento de 32% em relação a 2024, quando estavam em 260 municípios. A Amazônia Legal é composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

O estudo mostra que são 17 facções criminosas ativas na Amazônia. Além de CV e Primeiro Comando da Capital (PCC), destacam-se grupos regionais como Amigos do Estado (ADE), Bonde dos 40 (B40), Primeiro Comando do Maranhão (PCM), Família Terror do Amapá (FTA), União Criminosa do Amapá (UCA), Comando Classe A (CCA), Bonde dos 13 (B13), Bonde dos 777 (dissidência do CV), Tropa do Castelar, Piratas do Solimões, Bonde do Maluco (BDM) e Guardiões do Estado (GDE). Há também organizações estrangeiras, como a venezuelana Tren de Aragua e a colombiana Estado Maior Central (EMC).

Apesar dessa realidade, o PT e o PSOL votaram contra o PL Antifacção que avançou no Congresso.

Fonte: Agência Brasil.

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