Planalto prevê novas sanções dos EUA após julgamento de Bolsonaro

Redação 011
2 Min
Lula 'junta' moedas jogadas nos espelhos d’água do Planalto e do Alvorada para enfrentar déficit
foto: José Cruz/ Agência Brasil

O Governo Federal avalia que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado para terça-feira (2), poderá intensificar as medidas de pressão adotadas pelo governo Trump contra o Brasil. A expectativa é de que uma eventual condenação do líder dos conservadores leve à ampliação das sanções já impostas pelos Estados Unidos, como a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Segundo a CNN Brasil, a avaliação ocorre em meio à tentativa do Planalto de conter os impactos políticos e econômicos da postura norte-americana.

Integrantes do Governo Lula (PT) iniciaram o processo de aplicação da Lei de Reciprocidade, buscando respaldo jurídico para reagir às sanções. Embora neguem relação direta com o julgamento, admitem que a medida visa preparar o país para uma possível escalada das penalidades. O petista tem enfrentado dificuldades para estabelecer diálogo com Washington, que mantém o foco na situação judicial de Bolsonaro e evita negociações bilaterais desde o anúncio das tarifas em julho.

Entre as ações cogitadas pelo Governo Federal estão medidas políticas, como sanções contra autoridades americanas e iniciativas envolvendo propriedade intelectual. A tributação de aplicativos de streaming também foi mencionada como alternativa. A Embaixada do Brasil em Washington já comunicou ao USTR o início do processo legal, enquanto aliados de Bolsonaro apontam que o governo Trump poderá estender sanções a ministros do STF, incluindo familiares, com base na Lei Magnitsky.

Compartilhe este artigo