A Polícia Federal encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, um pedido para abertura de novo inquérito contra Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL). A corporação tenta sustentar a tese de que Martins teria simulado sua entrada nos Estados Unidos em dezembro de 2022, mesmo após o órgão de fronteiras norte-americano ter negado a ocorrência da viagem.
No documento enviado ao STF, a PF admite que não conseguiu comprovar a entrada de Martins nos EUA, mas sugere que ele teria se beneficiado de prerrogativas diplomáticas para forjar o registro. A corporação afirma que o suposto uso de canais migratórios especiais por comitivas de chefes de Estado teria sido manipulado para criar uma ‘falsa entrada’. A defesa do ex-assessor, no entanto, apresentou comprovantes de que ele estava no Brasil no período citado, incluindo passagens para o Paraná em 31 de dezembro de 2022.
Após contestação formal da defesa, o CBP atualizou seus registros e confirmou que a última entrada de Martins nos EUA ocorreu em 30 de agosto de 2019. A Alfândega norte-americana reconheceu que houve inserção indevida de dados no sistema, invalidando a base usada pela PF para justificar a prisão. Mesmo diante da correção oficial, a corporação insiste em abrir novo procedimento, alegando que a contestação tem sido usada como “estratégia para descredibilizar as provas e autoridades” envolvidas na investigação conduzida pelo ministro Moraes.










