Lula (PT) afirmou que poderá cortar recursos das emendas parlamentares caso não consiga manter o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A declaração foi feita nesta quinta-feira (10), em entrevista ao Jornal da Record, na qual o petista voltou a defender o decreto que elevava o imposto, derrubado pelo Congresso. “O deputado sabe que, se eu tiver que cortar R$10 bi, vou cortar das emendas dele também”, disse Lula, deixando claro o recado ao Legislativo.
O conflito entre o Planalto e o Congresso em torno do decreto chegou ao Supremo Tribunal Federal. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu à Corte alegando que o Parlamento extrapolou suas competências ao barrar a medida presidencial. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, suspendeu os efeitos das decisões de Executivo e Legislativo e convocou uma audiência de conciliação para o dia 15 de julho.
A fala de Lula expôs a estratégia do governo de usar esse mecanismo como ferramenta de pressão sobre o Congresso, já que deputados e senadores geralmente usam o recurso constitucional para financiar obras e projetos locais. Apesar de previstas no orçamento, essas emendas são historicamente associadas a barganhas políticas, sendo agora colocadas em risco para garantir a continuidade de um aumento de imposto que pesa diretamente no bolso da população.












