Apesar de Fernando Haddad (PT) afirmar que Lula não interfere para proteger o filho, o petista esteve reunido na quarta-feira (19) no Palácio da Alvorada com Marco Aurélio Carvalho, advogado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O encontro, que durou mais de três horas, também contou com a presença de Haddad e ocorreu em meio a apurações da Polícia Federal sobre supostos crimes de tráfico de influência e corrupção envolvendo o filho do líder da esquerda. A reunião reforça a proximidade entre Lula e o responsável pela defesa de Lulinha, justamente em um momento de pressão judicial.
O advogado Marco Aurélio, fundador do grupo Prerrogativas, foi escolhido para coordenar a campanha de Lula em São Paulo, onde Haddad disputa o governo estadual. A investigação conduzida pelo ministro do STF André Mendonça envolve três inquéritos distintos contra Lulinha. Mendonça, relator de processos de grande relevância, também foi alvo de conversas em um jantar promovido por Alexandre de Moraes, que teria discutido formas de reduzir sua influência no Supremo, segundo o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O contexto amplia a percepção de que os encontros políticos podem ter impacto direto sobre casos sensíveis em andamento.
Na sabatina realizada na segunda-feira (24), Haddad declarou que Lula “não faz nada” para favorecer ou prejudicar as apurações sobre o filho, contrastando com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, teria atuado para proteger familiares e aliados. Haddad destacou que o governo não alterou cargos estratégicos na Polícia Federal ou no Ministério da Justiça, mantendo o andamento das investigações. As declarações surgem em meio às suspeitas contra Lulinha e às articulações políticas que envolvem ministros do Supremo e lideranças partidárias.

