Em meio a derrotas estratégicas no Congresso, o Governo Federal empenhou R$ 2,3 bilhões em emendas PIX entre segunda-feira (1º) e terça-feira (2), marcando a primeira liberação do tipo em 2025. A movimentação ocorre no mesmo período em que Lula (PT) enfrenta dificuldade para frear a proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e perde espaço na CPI do INSS, que investiga fraudes em benefícios previdenciários. A liberação expressiva de recursos coincide com o avanço de pautas sensíveis para o petista, que tenta recompor apoio parlamentar.
O empenho das emendas, que são transferências diretas para estados e municípios, foi formalizado pelo Planalto como parte da execução orçamentária. Embora o valor reservado represente apenas a primeira etapa do processo, a medida permite que serviços indicados por parlamentares sejam contratados com expectativa de pagamento futuro. Até o momento, o Governo Lula (PT) reservou R$ 15,4 bilhões em emendas (de um total previsto de R$ 50,4 bilhões para o ano), mas apenas 14,2% desse montante foi efetivamente pago.
Na divisão por partidos, o PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi o maior beneficiado, com R$ 404,7 milhões em emendas PIX. Em seguida aparecem o MDB, com R$ 318,1 milhões, e o União Brasil, com R$ 292,1 milhões. A liberação ocorre em meio a críticas de parlamentares sobre a lentidão nos repasses e ao desembarque de siglas da base governista.










