O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se encontrou na quarta-feira (26) com o encarregado de negócios e embaixador interino dos Estados Unidos, Gabriel Escobar. A reunião, descrita como voltada a “assuntos institucionais”, ocorreu em meio às sanções da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras, incluindo familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Do lado americano, participaram o assessor econômico Norman Galimba e o representante do Tesouro, Adam Goldsmith. Pelo Banco Central, além de Galípolo, estiveram presentes Gilneu Vivan, diretor de Regulação, e Izabela Moreira Correa, diretora de Cidadania.
O encontro acontece em um contexto delicado para o Governo Federal, já que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou medidas de pressão contra brasileiros acusados de violações de direitos humanos e corrupção. Entre os alvos está Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, além do Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, administrado por ela e pelos filhos do casal. A inclusão de familiares de magistrados na lista de sanções é inédita desde a criação da lei em 2012, reforçando a postura firme de Washington diante de práticas consideradas incompatíveis com padrões internacionais.
As punições determinadas pela legislação americana incluem bloqueio de bens e contas nos Estados Unidos, além da proibição de entrada em território norte-americano. Alexandre de Moraes classificou a decisão como “ilegal” e afirmou que seguirá atuando com independência. O STF também divulgou nota oficial chamando a medida de “injusta”. As sanções, que não exigem processo judicial, podem ser aplicadas com base em relatórios de organizações internacionais, imprensa ou testemunhos.











